Jornal Aldrava Cultural
ISSN 151-9665
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SOMOS ALDRAVISTAS, PRODUZIMOS ALDRAVISMO!

OS FUNDADORES DO ALDRAVISMO

J.S. Ferreira, Gabriel Bicalho, Luiz Tyller, Hebe Rôla, J. B. Donadon-Leal e Lázaro F. Silva

O QUE É ALDRAVISMO

J. B. Donadon-Leal - Editor

Arte Aldravista é expressão de liberdade, romper barreiras formais de produção e ousar criar conceitos novos, é Arte Metonímica, em que autor e leitor percebem porções daquilo que é possível. O leitor metonímico é aquele que busca algo que só ele viu.

A obra aldravista não é presa a uma forma exclusiva e está autorizada a ser experimentação de formas compostas de qualquer substância...

Depois de seis anos de produção literária e de artes plásticas de tendência aldravista, é natural que nos questionem a respeito do conceito de aldravismo.

Aldravismo vem de aldrava, termo que designa o utensílio com o qual se bate nas portas para que estas sejam abertas. Assim, o aldravismo pode ser caracterizado pela arte que chama atenção, que insiste, que abre portas para as interpretações inusitadas dos eventos cotidianos, em relatos daquilo que só o artista viu.

A história aldravista começa no ano de 2000, com o lançamento do Jornal Aldrava Cultural, idealizado por Gabriel Bicalho, que delineava como objetivo a produção livre da arte, sem o ranço da crítica acadêmica elitista e preconceituosa. A primeira providência foi a de buscar a superação do critério de seleção dos textos para publicação pautados no parâmetro qualitativo: bom / ruim. No lugar disso, o aldravismo concentrou-se em definir qualidade como algo derivado da consciência da proposta artística e de seu direcionamento a um público definido. Assim, o poema-pele do adolescente, confessional e apaixonado é poema de qualidade, uma vez que cumpre com seu propósito de sedução. O fim social da obra de arte, ou o seu discurso predominante, seja ele de convencimento pela sedução, pela fria persuasão ou pela asperesa da manipulação, justifica a empreitada de produzir arte. Esse caminho inicial de conceituação do aldravismo é o da busca incondicional do exercício da liberdade, e não poderia ser de outra forma, já que ele nasce no berço da liberdade – Mariana. Ressalve-se, no entanto, que cópia continua a ser vista como cópia. A obra de arte obriga-se à apresentação do produto original e único.

Do consenso de que a arte deve ser, antes de tudo, expressão de liberdade, a comissão editorial do Jornal Aldrava Cultural passou a ter como critério de escolha de textos para publicação aqueles que rompem com barreiras formais de produção, especialmente aqueles que ousam criar conceitos novos. Essa perspectiva abriu caminho para a percepção do elemento mais importante da produção artística – o sujeito de sua produção. Assim, o aldravismo acordou que produção não é via de mão única, não é imposição do sujeito “autor”. A produção constitui em algo de mão dupla: de um lado o autor da obra de arte e de outro o autor da leitura dessa obra. A obra exposta através da publicação passa a ser um produto disponível, mas morto.
É somente no ato de leitura que ela recupera a vida, não na proposta do autor, não na intenção do autor, mas na visão do leitor. O leitor se apropria de todas as prerrogativas de construtor de sentido. Nesse ponto, encontra-se o cerne da proposta aldravista: o leitor, não sendo capaz de recuperar o sentido integral da consciência do autor, deverá buscar o sentido possível, aquele autorizado pelas condições de produção da leitura. O sentido buscado por um adolescente apaixonado será recortado pela paixão; o de um estudante de literatura será direcionado para a tarefa escolar; o de um trabalhador cansado, para o relaxamento; o de um sujeito descrente com a política, para a crítica e o desabafo. Esses tons diferenciais de comportamento de leitor são indicadores de metonímias possíveis e inesgotáveis, seja pela causa de um efeito ou efeito de uma causa; o conteúdo de um continente ou o continente de um conteúdo; a parte de um todo ou o todo de uma parte. Daí a conceituação do aldravismo como a de arte metonímica – autor e leitor percebem porções daquilo que é possível, segundo seu critério de julgamento. O sujeito da produção da arte metonímica é criativo quanto mais inova no quesito: o que é que somente eu vi. O leitor metonímico é aquele que busca algo que só ele viu. A liberdade e a metonímia tornam-se os pilares da arte aldravista.

A arte aldravista é expressão da liberdade. O artista não compõe sua obra, determinando a sua interpretação; sabe que o leitor também é livre para buscar sentidos, a partir da sua história de vida. Arte aldravista é metonímica, pois não tem a pretensão de mostrar uma totalidade; contenta-se em apresentar um indício, uma metonímia. A obra aldravista não é presa a uma forma; molda-se à forma que melhor seja expressão de um indício de conteúdo. A arte aldravista está autorizada a ser experimentação de formas compostas de qualquer substância – som, imagens, letras, sinais, figuras, matérias sólidas, vazios.

QUEM SOMOS

Gabriel Bicalho. Idealizador do Jornal Aldrava Cultural e criador do Movimento Aldravista de Arte e Literatura. Fundador e Presidente da Associação Aldrava Letras e Artes. Poeta. Membro da Academia Marianense de Letras e da Academia Barbacenense de Letras. Membro da Academia de Letras, Artes e Ciências Brasil. Membro da Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais. Mambro da Academia de Letras, Ciências e Artes de Ponte Nova. Cônsul em Mariana de Poetas del Mundo. Delegado da União Brasileira de Trovadores - Sessão Mariana, MG. Membro Honorário da Academia de Letras e Artes do Estoril. Membro Honorário da Academia Internacional de Heráldica - Portugal. Membro Honorário da Tertúlia Rafael Bordalo Pinheiro - Portugal. Membro Honorário do Instituto de Estudos Histórico-Militares Napoleão I - Portugal. Membro Honorário da Divine Académie des Arts Lettres et Culture - Paris. Medalha de Ouro da Académie du Mérite et Devouemente Français. Primeiríssimo Prêmio no Iº Concurso Nacional de Poesia - Literatura para Todos - MEC/2006, com o livro Caravela - redescobrimentos. Autor também de Criânsia (1974), Euge, poeta! (1984), Poemas in: Aldravismo - a literatura do sujeito (2002) apesar das nuvens (2004) e enquanto sol - senda 02 de nas sendas de Bashô (2005), Caravela - redescobrimentos (2007), lírios possíveis (2009). Ventre I - aldravas. In: Ventre de Minas (2009) Essências e Medulas (2010), Ainda o sol (2010),Transmutações. In: Germinais - aldravias. (2011), Âncoras Flutuantes (2011). Publicou nos livros Lumens, Mariana (2011) e Écrivains contemporains du Minas Gerais. Paris (2011) beiral antigo - poesia (2012) O Livro das Aldravias (Org.) (2012)
J. S. Ferreira. Vice-Presidente da Associação Aldrava Letras e Artes. Poeta. Membro da Academia Marianense de Letras. Membro da Academia de Letras, Artes e Ciências Brasil. Membro da Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais. Membro Honorário da Academia Internacional de Heráldica - Portugal. Membro Honorário da Tertúlia Rafael Bordalo Pinheiro - Portugal. Membro Honorário do Instituto de Estudos Histórico-Militares Napoleão I - Portugal. Autor de: Lixos & Caprichos (1991), Bateia Lírica (1996), Poemas in: Aldravismo -a literatura do sujeito (2002) Criaturas & Caricaturas (co-autoria com Camaleão)(2004) e prenúncio de chuva - senda 03 de nas sendas de Bashô (2005). Jenipapo. (poesia infanto-juvenil) 2007. Ventre IV - gerais minas. In: Ventre de Minas (2009). Publicou poesia no livro Lumens, Mariana (2011). O Livro das Aldravias (Org.) (2012)

Hebe Rôla. Ensaísta. Secretária da Associação Aldrava Letras e Artes. Professora Emérita da Universidade Federal de Ouro Preto. Membro da Academia Marianense de Letras. Membro da Academia de Letras, Artes e Ciências Brasil. Membro Honorário da Tertúlia Rafael Bordalo Pinheiro - Portugal. Membro Honorário do Instituto de Estudos Histórico-Militares Napoleão I - Portugal. Organizadora (há dez anos) do sarau Cantando Alphonsus. Autora de: Ensaios in: Aldravismo - a literatura do sujeito (2002), O Bem-Te-Sino (2004), co-autora do Pequeno Dicionário da Linguagem dos Sinos (2006). Publicou nos livros Lumens, Mariana (2011) e Écrivains contemporains du Minas Gerais. Paris (2011). Chitarô - cadê o gato (2012). O Livro das Aldravias (participação.) (2012)

J. B. Donadon-Leal. Presidente do Conselho Editorial do Jornal Aldrava Cultural. Poeta, ensaísta. Doutor em Semiótica e Linguística pela USP, Pós-Doutor em Análise do Discurso pela UFMG e Professor de Teoria da Comunicação e Semiótica da UFOP. Membro da Academia Marianense de Letras. Membro da Academia de Letras do Brasil. Membro da Academia de Letras, Artes e Ciências Brasil. Membro da Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais. Membro Honorário da Academia Maceioense de Letras. Membro efetivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores. Membro Honorário da Academia de Letras e Artes do Estoril. Membro Honorário da Academia Internacional de Heráldica - Portugal. Membro Honorário da Tertúlia Rafael Bordalo Pinheiro - Portugal. Membro Honorário do Instituto de Estudos Histórico-Militares Napoleão I - Portugal. Membro Honorário da Divine Académie des Arts Lettres et Culture - Paris. Medalha de Ouro da Académie du Mérite et Devouemente Français. Autor de Dô- caminho (1992), Marília - sonetos desmedidos (1996), Jardim & Avenida (1997), Gênese da poesia e da vida (1997), Sáfaro (1999), Aldravismo -a literatura do sujeito (2002), Leituras - ciência e arte na linguagem (2002), brejinho - senda 04 de nas sendas de Bashô (2005). Reflexões: a linguística na sala de aula (Org.) 2007. Relatos de Experiência - a linguística no ensino da língua portuguesa (2008). Vereda dos Seixos (2008). Ventre II - bater aldravas. In: Ventre de Minas (2009). Publicou nos livros Lumens, Mariana (2011) e Écrivains contemporains du Minas Gerais. Paris (2011). Óbvias liberdades - poesia infanto-juvenil (2012). O Livro das Aldravias (Org.) (2012)

José Luiz Foureaux de Souza Júnior. Chefe de Redação da Aldrava Letras e Artes. Poeta nascido em Belo Horizonte (23/07/1956). Membro Efetivo da Academia de Letras do Brasil de Mariana. Graduado em Letras, pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (1985); Mestre em Teoria da Literatura, pela Universidade de Brasília (1988); Doutor em Estudos Literários-Literatura Comparada, pela Universidade Federal de Minas Gerais (1995) e Pós-doutor em Literatura Comparada, pela Universidade Federal Fluminense (2004). Foi Leitor de Português, na Universidade de Zagreb, em Zagreb (Croácia, 2008¬2010) e membro efetivo do InBrasCI-MG. Membro do Conselho Editorial do Jornal Aldrava Cultural. Professor Adjunto de Literatura Luso-Brasileira, na Universidade Federal de Ouro Preto; membro de Conselho Editorial da Revista do Instituto Superior Anísio Teixeira; membro do Conselho Editorial da Revista Literatura e Debate, do Curso de Pós-graduação em Letras da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (Frederico Westphalen). Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Literatura Luso-Brasileira e Literatura Comparada, atuando principalmente nos seguintes temas: teoria, crítica, comparatismo, sexualidade, historiografia e leitura. É organizador dos volumes Exercícios de leitura (Scortecci, 2001) e Literatura e homoerotismo: uma introdução (Scortecci, 2002) e autor de Os herdeiros de Sísifo: teoria da literatura e homoerotismo (Aldrava Letras & Artes, 2007). Publicou poesia no livro Lumens, Mariana (2011). O Livro das Aldravias (paricipação.) (2012) Makanceva 14 – Relatos Ficcionais (?) (2012)

Andreia Donadon Leal. Diretora de Projetos da Aldrava Letras e Artes. Graduada em Letras pela Universidade Federal de Ouro Preto. Poeta, contista e artista plástica. Pós-graduada em Artes Visuais, Cultura & Criação. Mestre em Literatura e Cultura na Universidade Federal de Viçosa. Membro da Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais. Membro Benemétito da Academia Feminina Mineira de Letras. Presidente fundadora da Academia de Letras do Brasil. Membro da Academia de Letras, Artes e Ciências Brasil. Membro efetivo correspondente da Academia de Letras Rio - Cidade Maravilhosa, Membro da Academia Maceioense de Letras, Membro da Academia Cachoeirense de Letras. Membro correspondente da Academia Brasileira de Poesia Casa Raul de Leone. Membro Efetivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores. Membro do Conselho Editorial do Jornal Aldrava Cultural. Governadora do Instituto Brasileiro de Culturas Internacionais - InBrasCI - MG. Membro Honorário da Academia de Letras e Artes do Estoril. Membro Honorário da Academia Internacional de Heráldica - Portugal. Membro Honorário da Tertúlia Rafael Bordalo Pinheiro - Portugal. Membro Honorário do Instituto de Estudos Histórico-Militares Napoleão I - Portugal. Membro Honorário da Divine Académie des Arts Lettres et Culture - Paris. Medalha de Ouro da Académie du Mérite et Devouemente Français. Premiada no Concurso Internacional de Artes Plásticas Antonio Gualda - 2006 (Granada - Espanha). Primeiro Lugar no Prêmio Cataratas de Poesia, 2006. Diploma do Prêmio Literário São Domingos de Gusmão - Freguesia de São Domingos de Rana - Portugal - 2007. Menção Honrosa no 5º Concurso nacional de Contos Guemanisse - 2007. Representante de Minas Gerais no XII e XIII Circuitos Internacionais de Arte Brasileira - 2007/2008 (em 12 países - América, Ásia e Europa). Autora dos livros: quase! - senda 01 de nas sendas de Bashô (2005). Cenário Noturno (poesia) 2007, Aldravismo - uma proposta de arte metonímica (2009). Ventre III - ventres. In: Ventre de Minas (2009). Flora, amor e demência & outros contos - 2010. Essências - sonhos e frutos e luzes - 2011. Vias. In: Germinais - aldravias (2011). Organizadora do livro Lumens (2011). Organizadora do livro Écrivains contemporains du Minas Gerais, Paris (2011). Primeiríssimo lugar no Concurso Internacional de Artes Plásticas Antonio Gualda - 2008 (Granada - Espanha). Pés no chão - crônicas (2012). O Livro das Aldravias (Org.) (2012). Depois de minha morte - romance (2012).

Galeria de outros Membros Fundadores:

Luiz Tyller Pirola. Poeta. Primeiro Chefe de Redação da Associação Aldrava Letras e Artes. Pós-doutor em Estudos Literários pela UNESP, Doutor em Literatura Brasileira pela USP. Professor aposentado de Literatura Brasileira da Universidade Federal de Ouro Preto. Membro efetivo da Academia Marianense de Letras. Autor de: Gerais (1999), Poemas in: Aldravismo - a literatura do sujeito (2002), Alencar e a busca da identidade nacional (2002).

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Lázaro Francisco da Silva. (1942-2003) Primeiro Vice-Presidente da Associação Aldrava Letras e Artes. Presidiu a Comissão Mineira de Folclore. Foi professor da Universidade Federal de Ouro Preto. Publicou: Aspectos folclóricos de Ouro Preto e Mariana (1984), Aspectos folclóricos II - cavalhadas de Amarantina (1986), Jequitaia (1989), A princesa que não ria (1989) e Crônicas in: Aldravismo - a literatura do sujeito (2002). Patrono da Cadeira número 313 da Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais e da Cadeira número 02 da Academia de Letras do Brasil de Mariana.