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Jornal
Aldrava Cultural |
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Quem
somos |
SOMOS
ALDRAVISTAS, PRODUZIMOS ALDRAVISMO!
OS
FUNDADORES DO ALDRAVISMO

J.S.
Ferreira, Gabriel Bicalho, Luiz Tyller, Hebe Rôla, J. B. Donadon-Leal
e Lázaro F. Silva
O
QUE É ALDRAVISMO
J.
B. Donadon-Leal - Editor
Arte
Aldravista é
expressão de liberdade, romper barreiras formais de produção
e ousar criar conceitos novos, é Arte Metonímica,
em que autor e leitor percebem porções daquilo que é
possível. O leitor metonímico é aquele que busca
algo que só ele viu.
A obra aldravista não é presa a uma forma exclusiva e está
autorizada a ser experimentação de formas compostas de qualquer
substância...
Depois de seis anos de produção literária e de artes
plásticas de tendência aldravista, é natural que nos
questionem a respeito do conceito de aldravismo.
Aldravismo
vem de aldrava, termo que designa o utensílio com o qual se bate
nas portas para que estas sejam abertas. Assim, o aldravismo pode ser
caracterizado pela arte que chama atenção, que insiste,
que abre portas para as interpretações inusitadas dos eventos
cotidianos, em relatos daquilo que só o artista viu.
A
história aldravista começa no ano de 2000, com o lançamento
do Jornal Aldrava Cultural, que delineava como objetivo a produção
livre da arte, sem o ranço da crítica acadêmica elitista
e preconceituosa. A primeira providência foi a de buscar a superação
do critério de seleção dos textos para publicação
pautados no parâmetro qualitativo: bom / ruim. No lugar disso, o
aldravismo concentrou-se em definir qualidade como algo derivado da consciência
da proposta artística e de seu direcionamento a um público
definido. Assim, o poema-pele do adolescente, confessional e apaixonado
é poema de qualidade, uma vez que cumpre com seu propósito
de sedução. O fim social da obra de arte, ou o seu discurso
predominante, seja ele de convencimento pela sedução, pela
fria persuasão ou pela asperesa da manipulação, justifica
a empreitada de produzir arte. Esse caminho inicial de conceituação
do aldravismo é o da busca incondicional do exercício da
liberdade, e não poderia ser de outra forma, já que ele
nasce no berço da liberdade – Mariana. Ressalve-se, no entanto,
que cópia continua a ser vista como cópia. A obra de arte
obriga-se à apresentação do produto original e único.
Do
consenso de que a arte deve ser, antes de tudo, expressão de liberdade,
a comissão editorial do Jornal Aldrava Cultural passou a ter como
critério de escolha de textos para publicação aqueles
que rompem com barreiras formais de produção, especialmente
aqueles que ousam criar conceitos novos. Essa perspectiva abriu caminho
para a percepção do elemento mais importante da produção
artística – o sujeito de sua produção. Assim,
o aldravismo acordou que produção não é via
de mão única, não é imposição
do sujeito “autor”. A produção constitui em
algo de mão dupla: de um lado o autor da obra de arte e de outro
o autor da leitura dessa obra. A obra exposta através da publicação
passa a ser um produto disponível, mas morto.
É somente no ato de leitura que ela recupera a vida, não
na proposta do autor, não na intenção do autor, mas
na visão do leitor. O leitor se apropria de todas as prerrogativas
de construtor de sentido. Nesse ponto, encontra-se o cerne da proposta
aldravista: o leitor, não sendo capaz de recuperar o sentido integral
da consciência do autor, deverá buscar o sentido possível,
aquele autorizado pelas condições de produção
da leitura. O sentido buscado por um adolescente apaixonado será
recortado pela paixão; o de um estudante de literatura será
direcionado para a tarefa escolar; o de um trabalhador cansado, para o
relaxamento; o de um sujeito descrente com a política, para a crítica
e o desabafo. Esses tons diferenciais de comportamento de leitor são
indicadores de metonímias possíveis e inesgotáveis,
seja pela causa de um efeito ou efeito de uma causa; o conteúdo
de um continente ou o continente de um conteúdo; a parte de um
todo ou o todo de uma parte. Daí a conceituação do
aldravismo como a de arte metonímica – autor e leitor percebem
porções daquilo que é possível, segundo seu
critério de julgamento. O sujeito da produção da
arte metonímica é criativo quanto mais inova no quesito:
o que é que somente eu vi. O leitor metonímico é
aquele que busca algo que só ele viu. A liberdade e a metonímia
tornam-se os pilares da arte aldravista.
A
arte aldravista é expressão da liberdade. O artista não
compõe sua obra, determinando a sua interpretação;
sabe que o leitor também é livre para buscar sentidos, a
partir da sua história de vida. Arte aldravista é metonímica,
pois não tem a pretensão de mostrar uma totalidade; contenta-se
em apresentar um indício, uma metonímia. A obra aldravista
não é presa a uma forma; molda-se à forma que melhor
seja expressão de um indício de conteúdo. A arte
aldravista está autorizada a ser experimentação de
formas compostas de qualquer substância – som, imagens, letras,
sinais, figuras, matérias sólidas, vazios.
QUEM
SOMOS
Gabriel
Bicalho.
Poeta. Presidente da Associação Aldrava Letras e
Artes. Membro da Academia Marianense de Letras e da Academia Barbacenense
de Letras. Cônsul em Mariana de Poetas del Mundo.
Delegado da União Brasileira de Trovadores - Sessão
Mariana, MG. Premiado no Concurso nacional de poesia - Literatura
para Todos - MEC/2006, com o livro Caravela - redescobrimentos.
Autor também de Criânsia (1974), Euge,
poeta! (1984), Poemas in: Aldravismo -a literatura
do sujeito (2002) apesar das nuvens (2004) e enquanto
sol - senda 02 de nas sendas de Bashô (2005).
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J.
S. Ferreira.
Poeta. Vice-Presidente da Associação Aldrava Letras
e Artes. Membro da Academia Marianense de Letras. Autor de: Lixos
& Caprichos (1991), Bateia Lírica (1996),
Poemas in: Aldravismo -a literatura do sujeito (2002)
Criaturas & Caricaturas (co-autoria com Camaleão)(2004)
e prenúncio
de chuva - senda 03 de nas sendas de Bashô
(2005). Jenipapo. (poesia infanto-juvenil) 2007.
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Hebe
Rôla. Ensaísta. Secretária da Associação
Aldrava Letras e Artes. Professora Emérita da Universidade
Federal de Ouro Preto. Organizadora (há dez anos) do sarau
Cantando Alphonsus. Autora de: Ensaios in: Aldravismo
-a literatura do sujeito (2002), O Bem-Te-Sino (2004),
co-autora do Pequeno Dicionário da Linguagem dos Sinos
(2006).
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J.
B. Donadon-Leal. Poeta,
ensaísta. Presidente do Conselho Editorial do Jornal Aldrava
Cultural. Doutor em Semiótica e Lingüística pela
USP, Pós-Doutor em Análise do Discurso pela UFMG e
Professor de Lingüística da UFOP. Membro da Academia
Marianense de Letras. Membro efetivo da Academia Virtual Sala dos
Poetas e Escritores. Autor de Dô- caminho (1992),
Marília - sonetos desmedidos (1996), Jardim
& Avenida (1997), Gênese da poesia e da vida
(1997), Sáfaro (1999), Aldravismo -a literatura
do sujeito (2002), Leituras - ciência e arte na linguagem
(2002), brejinho - senda 04 de nas sendas de Bashô
(2005). Reflexões: a lingüística na sala
de aula (Org.) 2007.
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Luiz Tyller Pirola.
Poeta. Chefe de Redação da Associação
Aldrava Letras e Artes. Pós-doutor em Estudos Literários
pela UNESP, Doutor em Literatura Brasileira pela USP. Professor
aposentado de Literatura Brasileira da Universidade Federal de Ouro
Preto. Membro efetivo da Academia Marianense de Letras. Autor de:
Gerais (1999), Poemas in: Aldravismo -a literatura
do sujeito (2002), Alencar e a busca da identidade nacional
(2002).
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Andreia
Donadon Leal.
Graduada em Letras pela Universidade Federal de Ouro Preto, Poeta,
contista e artista plástica. Pós-graduanda em Artes
Visuais. Membro efetivo correspondente da Academia de Letras Rio
- Cidade Maravilhosa, Membro da Academia Maceioense de Letras, Membro
da Academia Cachoeirense de Letras, Membro efetivo da Academia Virtual
Sala dos Poetas e Escritores. Membro do Conselho Editorial do Jornal
Aldrava Cultural. Governadora do Instituto Brasileiro de Culturas
Internacionais - InBrasCI - MG. Premiada no Concurso Internacional
de Artes Plásticas Antonio Gualda - 2006 (Granada - Espanha).
Primeiro Lugar no Prêmio Cataratas de Poesia, 2006.
Diploma do Prêmio Literário São Domingos
de Gusmão - Freguesia de São Domingos de Rana
- Portugal - 2007. Menção Honrosa no 5º Concurso
nacional de Contos Guemanisse - 2007. Representante de Minas
Gerais no XII Circuito Internacional de Arte Brasileira - 2007 (Áustria,
China, Tailândia e MASP (Brasil). Autora dos livros: quase!
- senda 01 de nas sendas de Bashô (2005).
Cenário
Noturno (poesia) 2007. |
Homenagem especial
Lázaro
Francisco da Silva.
(1942-2003) Primeiro Vice-Presidente da Associação
Aldrava Letras e Artes. Presidiu a Comissão Mineira de Folclore.
Foi professor da Universidade Federal de Ouro Preto. Publicou: Aspectos
folclóricos de Ouro Preto e Mariana (1984), Aspectos
folclóricos II - cavalhadas de Amarantina (1986), Jequitaia
(1989), A princesa que não ria (1989) e Crônicas
in: Aldravismo -a literatura do sujeito (2002). |
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